quarta-feira, 28 de julho de 2010

Pavarotti Vesti La Giubba - I Pagliacci SUBTITULADO (MIGMED)

Raul Sonado> Recordar é viver


Caro Senhor Raul Solnado,
Estou triste porque partiu,mas "Faça o favor de ser muito feliz", no mundo que o recebeu.Por aqui,ficamos mais pobres, restam-nos momentos como os destes videos,sim, mas nao somente, porque o Senhor foi muito, muito mais grandioso na sua arte e como pessoa. Eterno Obrigado !



quinta-feira, 22 de julho de 2010

O sexto sentido


Tristeza
não são só as lágrimas
a correr num rosto
quase que desfigurado.
Mais triste é certamente sentir que
tudo pode ser um sofrimento inacabado.
Abandono é como desolação.
É um não mais crer dar voz
ao que nos vai no coração.
O sossego de alguém
é como apagar definitivamente a luz à solidão.
Morrer, é o fim de tudo !
Ficarão as cinzas e o pó do silêncio espalhados algures ? /DR





Ao dia 19.06.2010


domingo, 11 de julho de 2010

A Estrela Polvo Paul

Pronto,acabou o campeonato do Mundo.
Parabéns aos nossos vizinhos espanhois pois sagraram-se campeoes com mérito.
Mas a verdadeira estrela das estrelas deste Mundial,para além das enervantes mas repletas de significado e tradição na cultura Africana, as Vuvuzelas, foi o Polvo Paul que vive num aquário na Alemanha. Infalível em todos os prognósticos!
Um destes dias visito-o com duas chaves do Euromilhões, nunca se sabe.. depois da borra de café, das folhas de chá, da bola de cristal, dos búzios, cartas de tarot e não sei mais quê está visto que o Polvinho é que sabe, e mai nada!!!


quinta-feira, 8 de julho de 2010

Coisas e Loisas


ACTUALÍSSIMO!!!!



"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política,torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."

Guerra Junqueiro, 1896.