quinta-feira, 11 de março de 2010

Se depois disto

ninguém visitar, é mesmo porque nao ha dinheiro !












Turismo ou Tourisme ?

O importante é poder um dia visitar



Visitando cidades








Sete letras

Excelente interpretaçao !

Horizontes da Poesia




Boas a todos, hoje escolhi este genial poema de J.C.Ary dos Santos para o horizontes da poesia.




Boa leitura !







"Sete Letras"




Esta palavra Saudade
Sete letras de ternura
Sete letras de ansiedade
E outras tantas de aventura
Esta palavra saudade
A mais bela e a mais pura
Sete letras de verdade
E outras tantas, de loucura
Sete pedras, sete cardos
Sete facas e punhais
Sete beijos que são dados
Sete pecados mortais
Esta palavra saudade
Dói no corpo devagar
Quando a gente se levanta,
fica na cama a chorar
Esta palavra saudade

Sabe a sumo de limão
Tem um travo de amargura,
Que nasceu no coração
Ai palavra amarga e doce
estrangulada na garganta
Palavra com se fosse
o silêncio, que se canta
Meu cavalo imenso e louco
a galopar na distância
Entre o muito e entre o pouco,
que me afasta da infância
Esta palavra saudade
é a mais prenha de pranto,
como um filho que nascesse
Por termos sofrido tanto
Por termos sofrido tanto
É que a saudade está viva
São sete letras de encanto
Sete letras por enquanto,
Enquanto a gente for viva
Esta palavra saudade
sabe ao gosto das amoras
Cada vez que tu não vens,
cada vez que tu demoras
Ai palavra amarga e doce,
debruçada na idade
Palavra como se fossemos
resto de mocidade
Marcada por sete letras

a ferro e a fogo no tempo
Ai, palavra dos poetas
que a disparam contra o vento
Esta palavra saudade
dói no corpo devagar
Quando a gente se levanta
fica na cama a chorar
Por termos sofrido tanto
É que a saudade está viva
São sete letras de encanto
Sete letras por enquanto,
Enquanto a gente for viva





J. C. Ary dos Santos




segunda-feira, 8 de março de 2010

Horizontes da Poesia





E por vezes


E por vezes as noites duram meses

E por vezes os meses oceanos


E por vezes os braços que apertamos

Nunca mais são os mesmos

E por vezes encontramos

De nós em poucos meses

O que a noite nos fez em muitos
anos

E por vezes fingimos que lembramos

E por vezes lembramos que por vezes

Ao tomarmos o gosto aos oceanos

Só o sarro das noites não dos meses

Lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos

E por vezes por vezes

Ah por vezes num segundo

se evolam tantos anos...




autor:David Mourao Ferreira



Descoberta

Adorei !