domingo, 28 de fevereiro de 2010

Quem te avisa...

Teu amigo é !

Sei que muito se tem escrito e falado sobre esta questao que, devia ser de interesse comum de todos mas, por ouvir e ver o que se tem passado nas ultimas horas,dias e semanas,fazem com que desabafe aqui.
Senao, vejamos como andam as condiçoes climaticatéricas no Mundo.
Assustador nao é ?- Pois é.
No entanto, nao tem sido falta dos entendidos no assunto avisarem constantemente, alguns até jà faleceram,Costeau por exemplo.
Nada. Ninguém ouve nada, a burrice humana fala mais forte e mais alto !
Quando estamos a ficar doentes, o nosso corpo da-nos sinais, a maior parte das vezes nao o ouvimos e depois é aiaiai, e também contra mim falo.
Espero que os nossos meninos mais jovens saibam ouvir melhor do que nos e os nossos avos, os pedidos de cuidado e atençao que a natureza nos lança, é para vosso bem e da velhice dos vossos netos e geraçoes futuras.
Por fim,deixo-vos esta reliquia cantada por alguém muito querido dos portugueses, Amalia Rodrigues,note-se que este manifesto ecologico data de 1977 e deu,imagine-se, hà mais de 30 anos,origem a um fado,a musica e poema sao da autoria do Sr. Alberto Janes.
Farmacêutico de profissao, e dono também deste dom, o de escrever "versos inteligentes", alertando com humor mas nao menos preocupado e preocupante,as possiveis catàstrofes ecologicas, ou nao fosse ele portugues,
quando vê o caso mal parado!!
Mas, por uma vez estava-mos muito mais avançados que outros !





Os versos:


"CALDEIRADA da POLUIÇÃO"

Em vésperas de caldeirada, o outro dia,
Já que o peixe estava todo reunido,
Teve o Goraz a ideia de falar à assembleia,
No que foi muito aplaudido.

Camaradas principia, a ordem do dia
É tudo aquilo que for poluição,
Porque o Homem, que é um tipo cabeçudo,
Resolveu destruir tudo, pois então!

E com tal habilidade e intensidade
Nas fulgurançias do génio,
Que transforma a água pura numa espécie de mistura,
Que nem tem oxigénio.

E diz ele que é o rei da creação!
As coisas que a gente lhe ouve, e tem de ser!
Mas a minha opinião, diz o Pargo capatão,
Gostava de lha dizer!...

Pois se a gente até se afoga!
Grita a Boga, por o homem ter estragado o ambiente!
Dà cabo da creação, esse pimpão,
E isso, não é decente!

Diz do seu lugar: tá mau!,- o Carapau,
Porque, por estes caminhos,
Certo, vamos mais ou menos ficando é todos pequenos,
Assim como “jaquinzinhos”!

Diz então o Camarão, a certa altura:
Mas o que é que nós ganhamos por falar?
Ó seu grand'a camarão, pergunta então o Cação,
Você nem quer refilar??...

Se quer morrer, diz a Lula, toda fula,
Com a mania da cerveja e dos cafézes,
Morra lá à sua vontade, que assim seja!
Para agradar aos fregueses!

Diz nessa altura a Sardinha prá Taínha:
Sabe a última do dia?- A Pescadinha, já louca,
Meteu o rabo na boca,
O que é uma porcaria!

-Peço a palavra!- gritou o Caranguejo,
Eu, que tenho por mania observar,
Tenho estudado a questão e vejo a poluição
Dia e noite a aumentar.

Cai do céu a água pura
E a creatura pensa que aquilo que é dele, é monopólio.
Vai a gente beber dela e a goela
Fica cheia de petróleo!

A terra e o mar são para o cidadão
Assim como o seu palácio.
Se um dia lhe deito o dente
Paga tudo de repente, ou eu não seja crustáceo!

É um tipo irresponsável, grita o Sável,
Um homem que tal aquele!
Vai a proposta prá mesa: ou respeita a natureza,
Ou vamos todos a ele!
//



E agora, duas traduçoes, mais ou menos fieis, do texto:
Português-Francês :

Caldeirada(bouillabaisse ou matelote) de la Pollution:

À la veille de matelote, l'autre jour,
Tout le poisson était réuni,
Le goraz a eu l'idée de parler à l'assemblée,
et fut très applaudi.

- Camarades : il commenca,
l'ordre du jour est, tout ce qu'il en est pollution,
Parce que l'homme, qui est un type têtu,
en a décidé de tout détruire ,
voyez-vous donc, alors :

Et avec qelle habilité et intensité
Dans les profondeurs de son génie,
Comment, il transforme l'eau pure
dans une espèce de mélange,
Qui n'a même plus d'oxygène ?

Et dit t'il qu'il en est le roi
de la creation du Monde?!
Qu'est ce qu'il nous faut encore entendre…
et il le pense vraiment!

Mais, mon avis, dit le pageot ,
j'aimerais lui faire part!
Les gens se noient !
Crie le boga, l'homme a gâché l'environnement !
Et cela n'est pas décent !

De sa place, dit le chinchard:
-je l'ai vraiment mauvaise...
Parce que, par ces chemins,
Certes, nous allons plus ou moins
en rester tous petits,
Ainsi comme les « jaquinzinhos »

Alors ,dit la crevette, à un certain moment :
Mais qu'est ce que nous gagnons a en parler ??
Ó dit donc ma grande?! - demande alors le cabillaud,
Tu ne veux même pas râler ??

S'il veut mourir, dit le calmar, tout furax,
Avec la manie de la bière et des cafés,
qu'il meure et que sa volonté lui soit faite,
Pour en satisfaire les clients !

A cette occasion dit la sardine au tâcot :
Savez vous la dernière du jour ?
- Le collinot, tout fou, a mis la queue dans la bouche,
Ce que est une vilenie !

Je demande la parole ! - a crié le crabe,
j'ai pour manie observer,
J'ai étudié la question et vois
la pollution nuit et jour à augmenter !

Tombe du ciel l'eau pure
Et la creature pense que
ce qui est a lui n'est que son monopole.
Vont les gens y boire
et la gorge en est pleine de pétrole !

La terre et la mer sont pour tous les citoyens
Ainsi que son palais ! …
Si un jour je lui couche la dent….
Il payera tout soudain
Parole de crustacé !

C'est un type irresponsable,crie l'alose,
Un homme qui tel celui !
la proposition est sur la table :
Soit il respecte la nature,
Ou nous allons tous lui faire la peau! //

Português/Inglês

CALDEIRADA of the POLLUTION

In eves of "caldeirada", the other day,
Since the fish all was congregated,
The idea of speaking had goraz to the assembly,
In what very it was applauded.

- Companionable: it begins, the order of the day
It is everything what will be pollution,
Because the man, who is a stupid type,
He decided to destroy everything, therefore then!

E with such ability and intensity
In the your genius, How, it transforms the pure water
into a species of mixture,
That nor has c02!
E says it who is the king of the creation!

The things that people hear to it… and have that to be!
But, my opinion, says the "pargo capatão",
It liked saying it to it!
Therefore if people until if drown!

The Boga cries out, for the man to have
deteriorated the environment!
So handle of the creation, this "pimpão",
this is not decent!

It says of its place: you the bad one, "carapau",
Because, for these ways,
Certain, we more or less go being is all small ones,
As well as,like a the “jaquinzinhos”.

It says then the "shrimp", the certain height:
But what it is that we earn for speaking?
Óh... so, mi dear, its ' the "shrimp", asks then the "dogfish",
you dont wants to retort?

If it wants to die, says the "squid", ,
With the craze of the beer and the coffes,
It dies there to its will, that thus is!
To please the customers!

Says in this height the "sardine" to the "hareng":
It knows the last one of the day?
- The "colin", already insane person,
She put the tail in the mouth,
What it is a nastiness!

I ask for the word,please! - the "crab" cried out,
I, that have for craze to observe,
I have studied the question and
I see the pollution Day and night to increase!

The pure water falls of the sky
the "man" thinks that what is of it is monopoly.
It goes people to drink of it and
the throat She is full of oil!

The land and the sea are for the citizen
As well as its palace! …
If one day I lie down the tooth to it….
Paid everything suddenly or I am not crustacean!

It is an irresponsible type, he cries out the "alewife",
A man who such that one!
goes the proposal table:
or it respects the nature,
Or we go all it!//



Pensem bem !





sábado, 27 de fevereiro de 2010

Chopin



Li nos jornais que por estes dias se celebra o bicentenario(200anos)do nascimento de Frederik Chopin.
Embora até tenha algum interesse por musica classica, confesso que, pouco conhecia da sua vida, como da de outros musicos chamados classicos, de resto. Isto para nao falar da obra musical que nos legou, tirando uma ou outra musica mais conhecida, puffff nada, niente,népia..... ou vocês conhecem muitas obras musicais de Chopin ???- nao confundir com Michael Jackson, ok pessoal ?
Fui até aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fr%C3%A9d%C3%A9ric_Chopin, e digo-vos, gostei, até das exigências que teve aquando morresse.
"Chopin o poeta do piano", o creador da marcha funebre,- sim, essa mesmo pessoal (tan tan t'tan tan t'tan tan t'tan tan tan tan... é fatidica !)
Ou se é vedeta ou se nao é, e é bem sabido que: O verdadeiro artista é, aquele que se impoe !!!
Tenho dito!
Aqui vai a partilha.



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Horizontes da poesia


Eu sou português aqui.. de José Fanha

Eu Sou Português Aqui


Eu sou português aqui
em terra e fome talhado
feito de barro e carvão
rasgado pelo vento norte
amante certo da morte
no silêncio da agressão.

Eu sou português
aqui
mas nascido deste lado
do lado de cá da vida
do lado do sofrimento
da miséria repetida
do pé descalço
do vento.

Nasci
deste lado da cidade
nesta margem
no meio da tempestade
durante o reino do medo.
Sempre a apostar na viagem
quando os frutos amargavam
e o luar sabia a azedo.

Eu sou português
aqui
no teatro mentiroso
mas afinal verdadeiro
na finta fácil
no gozo
no sorriso doloroso
no gingar dum marinheiro.

Nasci
deste lado da ternura
do coração esfarrapado
eu sou filho da aventura
da anedota
do acaso
campeão do improviso,
trago as mão sujas do sangue
que empapa a terra que piso.

Eu sou português
aqui
na brilhantina em que embrulho,
do alto da minha esquina
a conversa e a borrasca
eu sou filho do sarilho
do gesto desmesurado
nos cordéis do desenrasca.

Nasci
aqui
no mês de Abril
quando esqueci toda a saudade
e comecei a inventar
em cada gesto
a liberdade.

Nasci
aqui
ao pé do mar
duma garganta magoada no cantar.
Eu sou a festa
inacabada
quase ausente
eu sou a briga
a luta antiga
renovada
ainda urgente.

Eu sou português
aqui
o português sem mestre
mas com jeito.
Eu sou português
aqui
e trago o mês de Abril
a voar
dentro do peito.

Depois disto, desisto !


De vez em quando vou relendo os poemas desta senhora, e não é que encontro sempre algo de novo neles ?!-hoje estou virada para este.



Tantas coisas que ja li
Outras tantas aprendi
Fazem de mim o que sou
Ai se eu tivesse esquecido
Tudo o que tenho vivido
e o coraçao decorou

Tudo é questao de memoria
é no nosso pensamento
Que a vida nos vai passando
a memoria faz historia
do que foi cada momento

Isto da alma é segredo
ninguém sabe desvendar
Os porquês de tudo isto
Sabemos que tarde ou cedo
iremos a enterrar
E depois disto.... desisto

autor: Amalia Rodrigues

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Quem quer ?

Dois artistas geniais


O sexto sentido



Viagens VI

Eu, também faria como os
nossos antepassados
Assinalava armas e baroes
por este mar
sempre, sempre navegando.
Forte é a corrente,
forte, e quente.
E aquele azul
sempre tao marcado.
E estas ondas em
sincopado....
Onde o sol se vai repousando.
Paz, muita paz se sente.
Pois que este mar aumente.
E a paz que aqui reina,se mantenha
para sempre nos olhos de quem o tem
sempre presente.
Quais cabrinhas subindo o monte ?!
Deslumbrante momento que acontece...
Com os olhos, talvez alguém outros invente.
pois o que estes vêm, o coraçao nao esquece.
Hoje, foi meu por umas horas
e sou feliz ao sabor da sua maré.//D.R

Horizontes da poesia


A arte de Carlos Drummond de Andrade
As sem razões do amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.